Há 1500 anos os maiores templos eram construídos em honra aos Antigos, que forjaram Fábula no calor de seu poder. Reinos eram formados em torno destas majestosas construções, e poderes guardados com a vida de seus protetores. Todo o continente era unido e sua natureza fantástica, a mão do homem tocava ao pouco cada local transformando-o aos poucos, alguns para melhor, outros deterioravam a beleza que tinham diante de si com o brilho da ambição nos olhos. Haramel, Forke, Detiona, Égora, Magero entre outros foram os Reinos que iam sendo construídos, com a ajuda do povo que servia a cada soberano assim como cada Deus. Alguns povos eram livres de um governo absoluto centrado na figura de um Rei, sendo então regidos pelas mãos de patriarcas, velhos homens de origens místicas e segundo alguns, até divinas. Porém, um problema começou a afetar a harmonia, foi quando os véus que revestem os Mundos começaram a serem rasgados, por uma força ainda desconhecida. É quando os Outros invadem Fábula aos poucos.
Há 1300 anos, pequenas guerras e disputas por território dentro dos próprios Reinos e fora deles também, deram inicio a separações, e acarretaram em problemas para os governantes que estavam mais voltados em dominar a magia do que formar e manter seus exércitos. Fato este que fez com quem Forke e Égora, duas grandes cidades com o mesmo nome dos Reinos que faziam parte, quase fossem destruídas pelos temidos Homens de Metal, cuja força era devastadora. O povo de Forke foi quem mais sofreu, mas as maiores perdas foram dos nobres, cujas cabeças eram expostas estacadas em longas varas de ferro assim que seus Castelos eram conquistados e toda linhagem exterminada. Muito sangue real foi derramado considerado inútil pelos conquistadores, enquanto que o povo era escravizado e obrigado a servir novos Senhores. Fizeram com que os templos fossem abandonados, o povo descrente da força dos Deuses começa a ter fé em outros elementos, elementos os quais podiam tocar e ver. Além de que os Senhores dos Homens de Ferro, começam uma guerra particular contra aqueles que detinham crença em Deuses, e mandam destruir alguns templos. Poucos resistem às investidas das grandes máquinas e das grandes cápsulas explosivas deles, que devastam grandes territórios, onde até mesmo a força dos dragões menores se faz incapaz.
Há 1150 anos, começam as Grandes Guerras, espalhadas por todo o Mundo de Fábula. Não obedecendo as Ordens de rendição dos Homens de Ferro, Detiona é completamente destruída, restando pouco menos de dez por cento de sua população original que buscam refúgio nas Florestas de Ébone, mas muitos destes contraem uma doença que é passada por cerca de cinco gerações ainda futuramente. Em Ébone são bem recebidos pelos verdadeiros moradores, um povo de origem antiga, criados pelo Deus Elfhen, tendo como principais características físicas as orelhas com pontas crescidas, pele clara ou totalmente escura, cabelos coloridos e donos de uma beleza fantástica. Contudo o que mais chamava a atenção neste povo era a hospitalidade para com quem realmente precisava deles e sua força na magia, pois nem os Homens de Ferro conseguiram invadir seu território verde. Um dia quase conseguiram tal feito, mas o sacrifício de Elfhen que se matou, e espalhou seu sangue pelo vento divinizando cada árvore dali e protegendo o lugar com uma magia extremamente poderosa, o fogo do inimigo não passou sequer perto. Magero tem seu segundo combate contra o Inimigo, porém uma fraqueza neles é encontrada.
Há 1000 anos, Magero resiste bravamente contra os inimigos, mesmo perdendo uma aliança importante, de dois povos livres, por temerem que ao ajudar a reforçar os exércitos do Reino, perdessem suas famílias, ao deixarem suas tribos desprotegidas. Na verdade foi uma grande falha do Governante de Magero que não ofereceu abrigo às famílias das tribos nas fortes muralhas da Capital, com isso perdeu aliados e parte da cidade principal, mas não antes de ter descoberto a fraqueza dos Homens de Ferro. Usando tal conhecimento, Anbhar senhor deste Reino, conseguiu livrá-lo da total destruição. Porém, não foi sábio mais uma vez, pois somente ele e um espião sabiam a causa, e o Rei foi morto por um agente dos Homens de Ferro em vingança, mas o espião conseguiu fugir. Tornando-se o principal alvo de caça das Cavalarias de Aço, foi difícil conseguir fugir do território de Magero, mas ele conseguiu enfim, entrando nas Terras de Haramel, o Reino dos dragões brancos que ainda resistia com a ajuda destas maravilhosas criaturas dominantes do ar e do gelo. E dando assim ao soberano deste Reino a preciosa informação. Este tratou logo de mandar o maior número de informantes por todos os cantos da Terra de Fábula, tentando ao menos fazer com que os outros soubessem usar bem a informação e arranjar meios de salvarem-se.
Há 970 anos, conta-se 180 anos da Grande Guerra entre o povo de Fábula e os Outros. Muitos Reinos não conseguiram encontrar meios a tempo para parar os Homens de Ferro e foram destruídos, como Forke, cuja falta de quem governasse, já que todos os nobres foram exterminados, fez com que viesse a ruína, parecia que Batha, Deusa de Justiça havia os abandonado e os poucos sobreviventes deste povo destruíram os templos consagrados a tal Deusa. Égora encontrando no fundo de seus lagos e com a ajuda da magia de quatro poderosos magos vindos de Terras distantes conseguiu afugentar o inimigo e não demorou a terem domínio sobre a arte que pode destruí-los completamente, assim este Reino sobreviveu a Grande Guerra, mesmo parte de seu território tendo sido transformado em um imenso Deserto de Areias Cinzas. O pouco do povo que vivia em Detiona salvo pela magia do sacrifício do Deus Elfhen, convive pacificamente com os ebonenses e acabam por juntar o sangue desta raça antiga com os detionanos, dando origem assim a uma nova forma de vida, mesmo alguns detionanos ainda sofrerem por algumas décadas com o mal que os assolou no passado. Com Anbhar morto, Magero tem um novo governante, o filho dele Ravlos, este consegue manter o povo unido e reconstruindo a capital, e ajudando as vilas no interior do Reino, contudo seu governo não dura muito, pois um novo mal assola Magero, uma praga lançada por seu antigo Deus de culto, Gorap, Deus da Prosperidade. As pessoas adoecem, no inicio foi pouca a contaminação, contudo aos poucos mais da metade dos que sobreviveram a Guerra morrem. O templo de Gorap reerguesse com a força da ira do Deus, e tudo em torno dele torna-se mortífero, as pessoas agora evitam as terras de Magero, Ravlos some e os povos sem um líder e sem um território bom para morar espalham-se pelo Mundo de Fábula. Haramel também consegue sobreviver, sua forte população foi brava e a coragem mostrou-se uma de suas maiores qualidades, até mesmo os Deuses Nenja e Vahu pareceram agraciar-se deste Reino, impedindo que o solo fosse estragado e as águas antes envenenadas assim continuassem. Nenja é a Deusa da boa colheita e Vahu Deus da Vida. E a vida ia contornando mais uma volta em sua Grande Roda, Fábula caminhava para um novo começo e os Outros nunca mais foram vistos.
Há 880 anos, ninguém mais falou sobre os Outros citar este nome era como lançar uma maldição ao vento, o medo foi dando lugar à paz, mais uma vez e novos povos iam formando-se a custa de muito esforço, seja dos líderes seja daqueles que tinham nos músculos e no coração sua principal força. Enfim alguns do povo de Detiona saem da Floresta, e eles haviam mudado muito, senhores de grande conhecimento em magia de cura, diziam alguns que bastava o toque da mão de detionanes para ser curado de qualquer mal, principalmente das mulheres e como eram belas. O povo que habitava Forke torna-se errante e mudam de lugar em lugar, até um dia desaparecem da vista de outro povo, ninguém sabe mais deles. Contam os anciões que eles conseguiram passar pelo Véu que separa os Mundos e foram parar em outro Mundo. Égora ia sendo engolida pelo Deserto de Areias Cinzas, que por algum motivo crescia apesar das várias tentativas de intervenção de magos. Os poucos que sobreviveram de Magero também vagam por Fábula, misturando as linhagens e procurando por um lugar seguro e fértil, depois de quase 20 anos eles firmam-se num lugar entre as Montanhas de Iverhon, onde usavam o solo fértil das montanhas e a abundância de água para o plantio de alimentos, construindo uma bela cidade nas Montanhas, de difícil acesso. E em Haramel começa a ser construídos algumas coisas que mudariam o curso de muitos dos Reinos que sobreviveram, já os outros foram sendo perdidos nas lembranças dos povos.
Há 760 anos, Haramel lar de muita magia mostra aos povos que nem tudo que pertenceu aos Outros era mau, eles reconstruíram em partes, máquinas que pertenceram aos que quase destruíram todos os povos, e isso não foi bem visto pela maioria que ainda trazia na mente as horríveis lembranças de tudo que houve no passado e de quantos morreram. Ver as criaturas de metal que voavam pelos ares de Fábula, ou corriam ou navegam pelos mares e lagos, estarem livres mais uma vez, mesmo que não controlados pelas mãos dos Outros apavorou os povos e levaram muitos a protestar e marcharem contra Haramel, porém a força antes vista daquelas criaturas de metal parecia ter duplicado, já que aliaram magia com o ferro e o aço. Os povos não conseguiram destruir, mas impediram que usassem magia para controlar aquelas coisas de teor amedrontador, era como ver fantasmas do passado sangrento rondarem Fábula. Com a magia que movia suas criações impedida de ser feita, os harameenses desistiram e voltaram a dedicar-se a magia sem o uso daquelas invenções, mas isso não foi empecilho para que secretamente outros continuassem a construir. Haramel volta a cuidar somente da magia, e a torna mais mortal deixando de lado as defensivas e mostrando a todos o poder do Fogo Branco, quando trancam dois dragões de fogo em uma imensa caverna no território, fato que causa novas reclamações, agora vindas não somente dos povos, mas também das criaturas que residiam em Fábula, àquilo era uma afronta e o começo de uma nova Guerra, a ambição de Haramel e seus governantes parecia não ter limites.
Há 700 anos, aquilo irritou os Antigos, a ofensa causada por Haramel, com a prisão dos dragões e a morte de uma colônia inteira de Eskales (cavalos voadores) para sacrifícios a um deus inferior que ganhou poderes com isso, foi demais, agora não seria mais a mão de povos no cabo da espada e sim a mão de Entidades Superiores que mesmo enfraquecidas naqueles tempos ainda detinham grande poder. Primeiro veio o Terremoto, este abriu a Terra e libertou os dragões, e a fúria deles foi sentida, assolando com chamas toda Haramel, cuja magia voltada agora para a Destruição não teve efeito na pele daquelas criaturas fantásticas, que foram abençoadas pelos Deuses e estes deliciaram-se com o banho de sangue do povo daquela Terra. Este evento durou quase um ano, todos os descendentes de Haramel foram perseguidos sem piedade, todos considerados sujos pela ambição de seus líderes, poucos sobreviveram, e estes juraram nunca mais viver sob o comando de um Rei, vindo a espalharem-se pelas Terras Frias, a procura de um lugar o qual pudessem chama de lar onde não estivessem mais sob os olhos de nenhum outro povo. Os dragões saciaram sua sede de vingança enfim e seu rumo foi desconhecido, dizem alguns que o Deus Endora, Senhor da Luz, os guiou a uma terra Selvagem onde repousam sem o contato com mortais. Todos conseguiram vingar-se de Haramel e seus habitantes, voltando a uma vida tranqüila mais uma vez, contudo o fantasma dos Outros parecia sempre rondar as mentes de qualquer mortal, e isso deixava os Antigos inquietos, temendo novo esquecimento. Esquecimento seria a salvação de todos.
Há 650 anos, Haramel sumiu das lembranças de todos, Reinos pareciam desaparecer, e lugares antes majestosos e cobertos de preciosidades sumiam engolidos pela Terra, pelas águas ou pelas areias. Uma força maior parecia estar fazendo com que tudo que lembrasse o passado desaparecesse dos olhos e das memórias de todos. Nem mesmo Nenja a Vahu conseguiram aplacar a ira de iguais contra o lugar que eles haviam tanto abençoado. O povo de Detiona sentiu medo dos outros povos, pois seu novo dom de cura fazia com que muitos procurassem-nos, o assédio era imenso e o receio dos Curandeiros começou a virar temor, não conseguiam curar a grande leva de pessoas que surgiam de todos os lugares. Recolheram-se na floresta mais uma vez e ninguém mais ouviu falar neles. De Égora nada mais restava que um imenso Deserto, e seu povo também espalhou suas memórias como o forte vento que mudava as Dunas de lugar. Já Magero tornou-se um campo amaldiçoado, poucos ali vivem e criaturas malignas foram criadas a partir dos medos dos espíritos que ali foram mortos. De Forke nem mais as ruínas restam, ao menos dizem isso os que para lá foram. Passados quase cinqüenta anos, nenhum Reino mais foi construído e dos povos antigos, nem mesmo os nomes eram lembrados mais.
Há 600 anos, Queber, senhor de doze tribos do norte enfim encontra o local que lhe foi ordenado fixar um Reino, Silebi, Deusa da Fantasia sopra tais informações nos sonhos deste grande guerreiro, desejando que um povo ali fosse morar, pois aquele lugar era especial. Longe do Deserto, longe das amaldiçoadas, e da Floresta de Ébone, como se o próprio território de toda Fábula tivesse sido moldado novamente. Podiam ver grandes planícies, muito pasto e terreno fértil, o Soberano então fixa o lugar da primeira grande cidade que mais tarde torna-se um grande Reino dando o nome de Bastok. Nome de um dragão cujo sangue corria nas veias do guerreiro, devido a um antigo ritual, onde o próprio pai mata a esposa depois do bebê nascer e oferta seu corpo e sangue real ao Dragão Prateado Bastok, com a promessa da vida do menino ser longa e cheia de glórias, e tal dádiva deveria ser passada a seus descentes. E tal promessa foi cumprida com honra. Encravado na única Montanha, ao lado do Rio Fesgo, o Castelo de Bastok foi erguido, e não demorou a ter uma grande cidade o cercando, ao longo dos limites pequenas vilas iam sendo estabelecidas. Com quase quarenta anos de uma próspera existência Bastok começa a ter conhecer novos povos.
Há 500 anos, Bastok já está firmado como um Reino cuja força reside na criatividade de seus habitantes, que não usam apenas da Magia Antiga pra curar seus males e ajudar na construção do que precisavam ter, algumas mentes vieram a conhecer através de um sábio o poder de certas pedras brancas cuja força e brilho que irradiavam dava vida a algumas coisas, a peças de metal, que encaixadas moviam-se, tanto pelos céus quanto pelas águas ou mesmo pela terra. Xavor é o nome do homem de mente brilhante que aliado a Micka construí o que chamaram de máquinas, estas faziam praticamente tudo pelos homens, poupando-os da necessidade de esforçarem-se demasiadamente, por exemplo, transportando grandes pesos de um local a outro, seja de minerais, metais ou mesmo alimentos. Assim puderam dedicar-se ao que mais amavam, a espada. Bastok assim formou um dos melhores exércitos vistos até hoje, e isso desde sua criação, um povo que não deixava a chama da luta apagar-se em seus corações. Contudo, mesmo parecendo perfeito tais feitos foram conseguidos apenas com a ajuda da comentada pedra iluminada e esta não veio das Terras de Bastok e sim de um lugar que era conhecido por Acanta, lar das grandes cavernas que mantinham em seu interior a energia que começava a mover as máquinas do novo Reino de Metal. E não longe dos limites de Acanta, nascia uma nova civilização, cuja origem disseram ser divina, Darmadia mostrava-se ao mundo de Fábula.
Há 400 anos, Queber alcançou a idade de 233 anos, morrendo em paz de causa natural e deixando no trono seu filho Anale, cujo espírito era voltado para conquistas, mas fez estas com o uso da diplomacia e não das armas, considerando que seu povo já tinha todas as riquezas que precisava para garantir uma vida boa a todos. Anale fez aliança com o Reino de Acanta, com o consentimento de sua irmã mais jovem Cléa, vindo a casá-la com um príncipe de lá. O soberano de Bastok tinha noticias todos os meses da expansão do Reino de Darmádia, que em meio ao grande rio de Ghifos construiu seu Castelo Real, tal feito encantava a todos os que podiam ver esta magnífica construção, além das pontes que uniam as margens, muitos começam a comentar que abaixo da Queda d’água deste rio, havia algo de grande poder. Mas, ninguém sabia o que poderia ser, e isso incomodava os soberanos de Bastok e Acanta, pois algo poderoso também pode ser visto como uma arma, e armas levam as Guerras. Nada foi feito contra Darmádia, apenas tentativas de alianças, e estas foram negadas por quase um século. Até que novos sopros de Guerra voltaram a tocar Fábula inteira. Novamente os véus pareciam ter sido rasgados.
Há 300 anos, mesmo longe um do território do outro, os novos três Reinos uniram forças contra um mal que começava a assolar Fábula, este veio na forma de uma doença, um mal que levava os contaminados a transformarem-se em criaturas sem consciência, cujo único desejo era matar para comer. Isso afetava humanos apenas, enquanto que criaturas mágicas ou divinas pareciam ter imunidade a tal doença, ninguém sabia que a culpa vinha da Deusa Demonakar, Senhora das Pragas. Esta não existia dentre os Antigos, tendo sido uma criação dos Novos Tempos e da maldade espalhada no passado, cujos maus feitos ainda ressoavam em alguns corações, mesmo que estes não soubessem a causa deste estranho temor. Ela trouxe de um Mundo já em idade avançada uma doença que se assemelhava a uma forte gripe, mas que causava hemorragia interna dos órgãos, fazendo com estes parassem de funcionar, morrendo assim o corpo em menos de um dia de contagio, o individuo morria e acordava depois de poucas horas mutado num monstro, eram parados apenas cortando suas cabeças, separando-as dos corpos. O povo de todos os Reinos sofreu, com a inveja e maldade de Demonakar, que se divertia com seu feito desonroso, causando com isso o quase asco dos mortais pelos deuses, e estes não puderam ver tudo isso parados, por muito tempo. Há 280 anos, o contagio durou quase vinte anos, muitos nobres morreram, muitos do povo também, os povos livres sofriam muito, por pouca proteção terem em suas moradias menos propícias a defesa, muralhas não cercavam seus lares e não impediam a passagem das criaturas antes humanos como eles. Os Antigos não queriam intrometer-se na vida dos mortais mais uma vez, porém isso foi necessário, Orfhe, Deus da Cura foi acordado de seu longo sono, tendo adormecido quando viu que os mortais não mais precisavam dele. Seu coração ficou pesado quando viu o quanto sofriam e o quanto necessitavam de sua força agora, mais do nunca. Não derramou seu sangue nos infectados, nem mesmo tirou sua vida para salvar aqueles que precisavam, Orfhe fez crescer uma planta em todos os cantos de Fabula, tal planta gerava uma bela flor vermelha que queimada produzia um gás especial, sentido apenas por quem estava doente. Caia num sono profundo e acordava uma semana depois, curado do mal de Demonakar, a julgaram ela, e a condenaram, todos os Antigos, o crime dela contra dos mortais foi grande e pavoroso. Seu corpo foi desmembrado e atirado para que os Carnívoros do Deus Afgar, Senhor da Guerra, comessem seus restos, deixando-a ainda viva enquanto tinha seu corpo devorado e sua essência foi presa numa esfera e jogada nos Mares Profundos.
Há 200 anos, as más lembranças vagavam pelas mentes dos darmadianos, dos batokianos e dos acantianos, perderam muitos entes queridos, mas aprenderam a temer mais uma vez os Deuses. Não só temer como adorar, novos cultos e novos templos iam sendo erguidos, e os nomes que quase foram esquecidos agora eram relembrados com louvor e fé. Os três reinos tinham alianças fortemente firmadas, respeitando as tribos que ainda viviam livres de um Soberano, comandadas por Anciões e auxiliados quando preciso por um Conselho de Guerra. Anale morreu na luta contra as bestas humanas, deixou em seu lugar Fenathon, seu único filho. Malgue, Soberana de Darmadia nesta época deu a luz a um filho homem, ao contrário dos outros reinos ela é quem comandava seu povo, o marido era seu porta voz e conselheiro, pois ela é quem possuía o sangue mais nobre segundo as Leis de Darmadia. Acanta sofria uma vergonhosa descoberta, o soberano daquele Reino ajudara na propagação da doença no passado recente, pelas mãos dele muitos foram os contaminados, além de ter criado um exército particular com as bestas humanas, atacando tribos livres e jogando a culpa em Darmadia, pois almejava a possibilidade de poder ter para si o que existia abaixo da Queda d’água, o segredo tão bem guardado dos darmadianos. Este crime foi descoberto e ele julgado, não foi morto, mas exilado e confinado numa prisão cuja localização quase ninguém conhece. Em seu lugar sua filha ficou governando, mas sob a tutela do Senado, onde homens e mulheres regiam as leis e julgavam o povo.
Há 160 anos, Fenathon soberano de Bastok desaparece numa viagem, ao estar atravessando o grande Lago de Bel, brumas engoliram seu barco e ele jamais foi visto. Várias buscar foram feitas e moradores locais afirmaram que jamais haviam visto brumas tão fortes naquelas águas. Em seu lugar [x], seu filho mais velho sobe ao trono e a coroa reluz na cabeça do jovem com sangue de dragão nas veias, assim como todos seus descendentes. Bastok é então governada por um novo Rei, justo, porém exigente. Passados estes quarenta anos, [x] também já governa seu Reino, ainda com o auxilio do Parlamento, mas mais livre e decidida esta Soberana era dona de uma vontade invejável amor pelo povo, maior ainda. Já em Darmadia, não havia um Soberano e sim dois. Malgue falece, deixando seu filho aos cuidados de seu marido, este não demora a casar-se novamente e desta união nasce uma menina, cujo sangue também é real e poderoso, pois a mãe vinha da Floresta de Ébone, uma bela mestiça daquelas Terras encantadas, assim como a mãe do menino também o era. A menina é considerada especial e junto do irmão cresce, tornando-se ambos unidos, confiando um no outro cegamente. Distinguia-se um do outro apenas pelo fato de serem homem e mulher, a beleza de ambos era espantosa, dificilmente deixavam de ter todas as atenções sobre si quando estavam em festas ou nas ruas, junto de seu povo, por menos que isso acontecesse.
Há 100 anos, [x] governa com sabedoria ao lado da esposa, seu Reino tornar-se próspero como seus antepassados desejavam, quando preciso usava seus exércitos para o combate, ou então sua diplomacia para resolver alguns assuntos, ele agia conforma a ocasião pedia. Não teve mais noticias de seu pai, mas obteve um Conselheiro, cujo conhecimento do Mundo e das pessoas era grande, ele o acompanha até hoje, por onde quer que vá. Foi este velho homem que o aconselhou a deixar sua esposa partir, percebendo que a mulher não conseguia ver-se presa entre as muralhas de um Castelo, aquilo não foi bem visto entre a nobreza, mas ninguém ousa falar algo em alto e bom som, na presença do Rei. Acanta prospera nas negociações com Bastok, pois de suas cavernas vem às pedras que dão a energia necessária para mover as máquinas daquele Reino, assim como de Darmadia, mesmo que em menor grau de necessidade. A Rainha tem pequenos atritos com alguns conselheiros devido à ganância destes, mas nada ainda forte que acarretasse em problemas políticos gritantes neste território. E finalmente em Darmadia, o jovem casal de irmãos cuja aparência lembrava o povo da Floresta de Ébone governava com dedicação ao cargo que possuíam, mesmo tendo de refrear outras vontades e privar-se de desejos pessoais, pois viviam para seu povo e não para eles mesmos. Sempre aconselhados por um Tio, cujas origens nem mesmo os jovens sabiam ao certo qual eram corretamente. Sabia o que estava sob sua proteção e dariam suas vidas para que ninguém jamais chegasse perto do que há debaixo da Queda d’água abaixo do Castelo. dois grupos ganham destaque aos poucos em Fabula, os chamados SeeD e Os Navalha, não se poderia deixar de tê-los citados aqui, pois são responsáveis por muitas aventuras e mortes em todos os Reinos. Eles são os aventureiros que descobrem artefatos mágicos, vendem, trocam, sequestrara. Enfim fazer parte de qualquer um destes grupos, é um perigo, mas caminho para grandes aventuras.
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