Anbhar Kalmir, senhor de Magero, foi um governante justo e bom, mas que não confiava nos povos livres o suficiente para ter alianças mais rígidas. Casado, pai de dois filhos, venerava a família, perdeu todos nos ataques que seu castelo sofreu, mais tarde ele mesmo morreu pelas mãos de assassinos enviados como modo de vingança dos Outros por ele ter descoberto como parar os ataques destes. Sua família descendia de uma linhagem antiga de guerreiros que sofreram nas Montanhas Geladas séculos atrás, até encontrar um local melhor para morar, sendo acompanhados por algumas tribos que acreditavam na força dos Kalmir.
Ravlos Kalmir, segundo Senhor de Magero, filho de Anbhar. Tentou governar bem, chegando a reconstruir a capital convencendo o povo de que o rumo dos acontecimentos agora seria mudado, e melhorado os Destino reservado aos magerenses. Porém, quando a praga lançada por Gorap atinge o povo, a revolta contra o soberano e contra o Deus é grande, muitos morrem, e os que sobrevivem abandonam os territórios de Magero que tornam-se amaldiçoados.
Descotha Azavir, senhor de Haramel, um governante ambicioso e audaz, usando de sua boa eloqüência conquistava multidões e muitas foram às tribos e homens livres que o seguiram até fixarem morada num local especial, que segundo ele fora feito pelos deuses para os futuros descendentes dos que se uniriam ao Reino de Haramel. Tendo antiga amizade com um bando de dragões brancos que confiavam na linhagem deste homem, os convidou para fazerem parte de suas Terras, e teve o pedido aceito. Os fantásticos animais conviviam com o povo de Haramel de forma pacifica. Seu Reino era possuidor de grandes conhecimentos mágicos, foram fortes contra os ataques dos Outros, abençoados por Vahu e Nenja, e mesmo assim a ganância de Descotha atrai a ira dos Antigos, que levam o que sobrou de seu Reino a destruição e esquecimento.
Elemer Malbore, senhor de Detiona, construiu seu Reino com compaixão pelos que não conseguiam abrigo e refúgio, dono de muitas terras e parecia que a prosperidade acompanhava este homem assim como seus antepassados. Não havia nada que Elemer tocasse ou o que ele falasse que não ajudava a alguém, sábio e tenaz, não admitia que o orgulho tomasse conta dos corações daqueles que o rodeavam e muito menos do próprio coração. Foi casado, mas sua esposa morreu nos ataques dos Outros, ele foi um dos únicos nobres que sobreviveu até o fim, mas infelizmente dizem que morreu a caminho da Floresta de Ébone, porém seu corpo jamais foi encontrado.
Lock Scrollfang, senhor de Forke, foi quem descobriu o vale onde a maior cidade foi construída, terreno extremamente fértil e água abundante, favorecendo a agricultura, o fator de maior valor deste Reino, a venda de alimentos para a maioria dos outros, tudo administrado por Lock que era ajudado por um bom conselho de anciões, formado pelos homens mais velhos, não importando sua origem nobre ou não. Porém a bondade de Lock não foi o suficiente contra a invasão dos Outros, que arrasaram quase noventa por cento de seu Reino em poucas semanas, assim como mataram todos os nobres, incluindo ele numa noite hoje lembrada por raros mortais como a Noite das Cabeças.
Lenka Azhahi, senhora de Égora, única mulher a ter governado um dos grandes Reinos, mesmo seu governo não sendo extenso ela mostrou-se valorosa até o último momento de sua vida, mostrou-se nobre, como nenhum outro o fez. Em sua linhagem somente as mulheres tinham o direito de governar e todas as que fizeram isso por quase cinco décadas tiveram êxito e alcançaram a prosperidade para seu povo. Mostrava destreza excepcional com a espada, e sua intuição acerca das pessoas jamais falhava, servia-lhe como um alarme contra a falsidade, diziam que era um pequeno dom ofertado por uma Deusa Antiga. Seu Reino era admirado pela capacidade de domesticarem criaturas mágicas, que tinham as mais diversas utilidades, mas o mais encantador eram os bandos de Aves Vermelhas cujas penas de fogo eram cobiçadas por Magos. Lenka morreu dando sua vida para salvar a do marido e a das duas filhas, ordenando a ele que fugisse com as meninas, dizendo que elas seriam o futuro de Égora, nunca mais se soube de qualquer outro membro daquela família que tenha sobrevivido.
Jocasta Nerin, a espiã de Magero foi uma heroína sem precedentes na época em que viveu, nascida e criada neste Reino ela foi responsável por todos saberem do ponto fraco dos Outros, quando conseguiu fugir de Magero meses mais tarde depois da morte do Rei. Tinha 26 anos quando foi morta o motivo foi vingança, antes de sumirem de Fabula, assassinos dos Outros foram mandados atrás da mulher, seu corpo foi esquartejado e os pedaços espalhados pelo que sobrou do Reino o qual pertenceu. Corajosa e livre, e assim permaneceu.
Dos Novos Reinos
Queber Arthlande, senhor de Bastok, nasceu nas Terras Quentes de Aldeida, filho de Gorgh e Annel. Seu nascimento foi marcado pelo sangue materno, quando o pai matou a esposa, após o nascimento do filho, oferecendo seu corpo e sangue para Bastok, um Dragão prateado, que prometeu dar de seu próprio sangue para a criança e para as futuras gerações que dele descendessem. O trato foi feito e selado, a palavra vitória seguiu Queber desde os primeiros passos, até o último suspiro. Foi formidável em tudo que fez, aprendeu a arte da guerra, assim como a arte de entender os que o rodeavam, parecia ler a cada um que se pusesse em sua frente, extraindo seu espírito pelos olhos. Causava medo aos inimigos e era amado pelo povo. De guerreiro a Rei, reunindo doze tribos livres sob seu comando, viajando para longe de Aldeida e fixando-se num determinado local sob o comando de Silebi, Deusa da Fantasia. Seu Reino foi próspero, firmou alianças que foram extremamente importantes quando a Praga de Demonakar surgiu nas Terras de Fabula. Queber tinha então três filhos com Letha, sendo que um morreu jovem ainda, assassinado, o outro tomou seu lugar no trono e a menina viveu com o irmão no Castelo, quando este partiu em uma viagem a qual jamais voltaria. Queber sabia que os anos o deixaram fraco e não morreria perto dos seus, o orgulho o manteve vivo até que sumiu dentre brumas, tendo vivido por mais de 230 anos.
Anale Arthlande, segundo senhor de Bastok, nasceu quase duas décadas antes da Praga de Demonakar, da união de Queber com Letha, da tribo dos Falcões Vermelhos. Foi do avô materno que ele recebeu a espada banhada com sangue da mais velha Ave Vermelha de Fogo, forjada no interior de uma montanha, por Anões do Escuro. Sábio como o pai, mas imprudente. Casou sua irmã Cléa com o príncipe e futuro Rei de Acanta, firmando aliança entre seu Reino e o outro. Mas, morreu na luta contra as bestas. Deixando Malgue como herdeiro.
Fenathon Arthland, terceiro senhor de Bastok, assumiu o trono com menos de vinte anos, levou Bastok a inovações e reformas que foram necessárias depois da guerra contra as bestas criadas com a praga. Era gentil, porém inexperiente, não governou por mais de 20 anos, até sumir assim como seu bisavô em meio a um nevoeiro, encontraram apenas o medalhão que ele trazia no pescoço dado pelo avô, um presente passado de geração em geração. Teve um filho apenas, que ficou como herdeiro ao trono.
Xavor Estherenokzac, o cientista. Viveu por quase oitenta anos, natural de Acanta, mas saiu cedo do Reino ao qual pertencia, tendo se aventurado em busca de conhecimento sobre o mundo em que vivia e sobre os Outros. Teve seu valor reconhecido não apenas como sábio das coisas naturais, vindas da natureza, mas também como descobridor das pedras de Acanta, tendo um dia se perdido numa tempestade do Clima Quente. Levou tais pedras para Bastok mostrando-as a Queber, que tão logo viu a demonstração do rapaz, ajudou-o a montar seu laboratório. Porém, não tardou para ele ir até seu senhor Orthue, um velho amigo do pai e pedir que Acanta fosse trazida mais para perto das Cavernas, deixando assim firmado os limites do território e ficando Acanta com a verdadeira propriedade das pedras de energia. Queber jamais soube como Orthue chegou as Cavernas, e nem saberá que investiu altos valores na construção de um meio seguro para gerar energia daquelas pedras, mas que quem ficaria sendo dono delas seria o Reino de Acanta. Xavor morreu sem deixar filhos reconhecidos, mas deixou aprendizes.
Micka Decelos, o construtor, viveu por quase cinqüenta anos. Inteligente, curioso e dono de um grande coração nobre. Ao lado do amigo Xavor inventou as primeiras máquinas de transporte em Bastok, grandes e pesadas, que exigiram uma grande leva de pessoas para serem construídas. Seus primeiros inventos foram pequenos, e tão logo obtiveram sucesso num modo que transformar o brilho das pedras em energia, as máquinas maiores foram construídas, a partir de modelos antigos de máquinas usadas pelos Outros. Tal fato não agradou muitos, porém nada aconteceu com Bastok, pois fora provado que aquela tecnologia podia ser tão útil quanto a magia, que também tinha seus perigos e tudo que Micka, Xavor e Queber desejavam, era progresso para o Reino o qual pertenciam. Teve dois filhos, que continuaram suas criações, mas morreu ao tentar concluir um projeto, numa explosão que levou sua oficina pelos ares, matando também mais vinte operários de máquinas.
Malgue Despher, senhora de Darmadia, desde a criação do Reino de Darmadia foi ela quem governou, sua descendência não é humana, nem mesmo pertence ao povo da Floresta, ninguém sabe ao certo de onde veio sua linhagem de origens quase tão antigas quanto à dos próprios deuses. Dizem que talvez ela provinha até mesmo de um Deus, mas tal fato jamais foi validado, porém não pode ser desconsiderado. Com muitos séculos de vida ela começa a fraquejar e temendo que seu único filho fosse levado com a praga de Demonakar ela ordena ao merido que fuja com ele, e isso foi feito. Malgue resiste bravamente, mas acaba por morrer num ataque em massa ao Castelo. Quando a praga foi controlada e exterminada, o marido (Inzico) volta e casa-se com outra mulher de sangue nobre, tendo com esta uma filha que passa a ser criada junto do meio irmão, e ambos governam em sua juventude Darmadia, o pai falece vinte e cinco ano depois do nascimento da menina e sua nova esposa (Irina, que nasceu na Floresta de Ébone) é assassinada misteriosamente, dez anos depois do nascimento da jovem.
Orthue Serthnamar, senhor de Acanta, descendente dos povos que vieram das Águas Profundas do Sul por grandes barcos guiados pela força do Vento e com um pouco da ajuda de Savora, senhora da Água e de tudo que dela vem. Esta Deusa guiou Orthue numa longa jornada marítima com mais de cinqüenta famílias pelas Águas que não pareciam ter fim na linha do horizonte. Tiveram privações, perdas e ganhos, por quase cinco anos, desembarcando em ilhas quando podiam e vivendo da pesca, conseguiram sobreviver até terem seus pés no solo de Fabula. Casou-se com uma Filha de Amer, uma semi-deusa que tinha um pequeno templo destinado a cuidar de meninas que não possuíam família, talvez seja a única semi-deusa que tivera um Templo até os dias conhecidos. Todas as meninas eram reconhecidas por terem os olhos cor de safira, quando saiam do templo depois de cumprir alguns votos. Orthue teve três filhos, o mais velho morreu devorado por feras cinco anos depois de entrarem no continente de Fabula, Elene, uma bela jovem de cabelos prateados e Agro, um jovem com o dom de conquistar lobos. Orthue, viveu cerca de setenta e cinco anos, fundando antes de sua morte o que viria a ser o Reino de Acanta.
Agro Serthnamar, segundo senhor de Acanta, com trinta anos assumiu o trono e o deixou depois de 20 anos, mesmo sua irmã sendo mais velha que ele, fato que deixou a irmã irritada, pois a arrogância do irmão não encontrava precedentes, e isso num governante acaba por derrubá-lo cedo. Desejava muitas coisas para si e não pensava em agradar o povo, tinha conselhos dos mais velhos e não os ouvia, quase declarou guerra a Bastok quando pensou que eles tentavam passar dos limites territoriais de seu Reino. Forçava o povo a trabalhar muito, mas acabaram por pensarem ser iguais a escravos, e eram homens livres e homens livres não devem temer um governo mau e déspota como estavam agüentando a mais de vinte anos. Por mais que seu povo fizesse por ele nada lhe valia. Elene mandou matá-lo, depois dele ter estuprado a própria irmã desejando uma linhagem pura.
Elene Sethnamar, terceira Senhora de Acanta, irmã mais velha de Agro, amava o irmão, tentava entendê-lo, porém quando ele corrompeu sua honra com aquele ato vergonhoso, ela mandou matá-lo sem qualquer piedade. Tinha então trinta de três anos quando subiu ao trono, e seu primeiro decreto foi ter consigo um conselho de sábios, os homens e mulheres mais velhos de Acanta, para que a apoiassem e ajudassem nas questões relativas ao Reino e ao povo. Diminui o trabalho nas cavernas, deixando o povo mais aliviado e quieto, pois começos de revoltas estavam acontecendo. Casou-se com um estrangeiro, cuja origem ninguém sabia de qual povo ou Reino pertencia, sendo ele conhecido como Mirhos. Desta união um casal de gêmeos nasceu, e quem subiu ao trono foi Letho, o menino com vinte e um anos, já Deana preferiu entregar-se aos cuidados de Lenora, Deusa do Amor, uma Antiga. Elene fez muito por seu povo, além de começar alianças com Bastok e Darmadia, morreu com seu marido com quase oitenta anos ambos adoecidos por algo que não identificado, abençoando Letho que já reinava com a orientação dela e do então recentemente criado Senado.
Letho Sethnamar, quarto senhor de Acanta, filho de Elene e Fangor, foi um bom governante, seguiu algum dos conselhos da mãe em seu tempo de Governo, por vezes começava discordando do Senado, pensou até mesmo em dissolvê-lo, porém via que os anciões eram sábios e deles necessitava. Foi em seu reinado que a bela cidade principal de Acanta foi terminada, começada a quase três gerações atrás. Não cobrava imposto nas passagens pelas estradas como o avô fazia, o que deixou o povo contente, pois já trabalhavam em demasia além de terem de cuidar do próprio sustento. Tentou convencer a irmã à não ser uma sacerdotisa, porém ela foi firme em sua opinião, disse que somente a falta dele no trono a faria voltar para a vida que tinha de levar sendo apenas uma princesa. Letho morreu com setenta anos, seu funeral foi grandioso, o povo o amava, deixou quatro filhos, todos aos cuidados da esposa e de Deana. Governou por quase 50 anos.
Deana Sethnamar, quinta senhora de Acanta, filha de Elene e Fangor, governou por quase dez anos até o primeiro filho de Letho atingir a maioridade com 21 anos, conclui os pequenos detalhes que faltavam na construção da cidade principal, ajudou na criação de algumas vilas além da criação de orfanatos e pequenas oficinas de trabalho, pois nem todos tinham um oficio e nem todos trabalhavam nas minas. Quando Kae assumiu o trono ela permaneceu com ele na Corte, ajudando sua cunhada na criação dos outros filhos do falecido irmão.
Kae Sethnamar, sexto governante de Acanta, ficando no trono por quase 60 anos. Firmou contratos fixos e justos com Bastok e Darmadia, na negociação das pedras de energia, buscou ajuda em Darmadia em interesses mágicos e melhorou o trabalho nas cavernas de minérios e das pedras comprando máquinas de extração em Bastok, cujos mecânicos eram os melhores. Contratou algumas vezes os serviços do Grupo recentemente formado Seed, para pequenos trabalhos em busca de alguns itens que ele precisava. Cuidou bem dos irmãos e quando a tia pediu para entrar em reclusão no templo da Deusa Lenora. A esposa do falecido pai morre atacada por uma doença estranha tendo já quase quarenta e cinco anos, deixando, Élea, Agreta e Nil sendo cuidados por Kae e alguns serviçais. Kae morreu sem deixar herdeiros, pois a mulher tomada por ele em casamento era infértil, deixando então Nil no comando do Reino.
Nil Sethnamar, sétimo governante de Acanta, ficou no trono por quase quarenta anos. Casou as duas irmãs com nobres de Bastok e Darmadia, mas ambas as uniões foram seladas com amor, não foram obrigadas a tal ato. Quando descobriu que a esposa do irmão era adoradora de Uikiro, Deus dos Desejos Impuros, mandou executá-la em praça pública para que servisse de exemplo aos outros, desejando que tal atitude jamais fosse feita, a proibição co culto a alguns dos Deuses Novos era feita em todos os Reinos, a maioria sendo temidos por serem frutos dos males novos que assolavam os povos. Teve um filho, o qual ocupou seu trono após sua morte, seu nome é Arthenos, aquele que traz a desgraça.
Hesmero Sethnamar, oitavo governante de Acanta, ficou no trono por 20 anos. Não aprendeu com o pai as boas lições que este deixou fato que trouxe sua ruína. Devotado servo de Gatka, Deus do Sangue, ganhou poderes para que através do toque de suas mãos a praga antes solta por Demonakar voltasse, criando assim um exercito particular com tais criaturas. Corrompeu corações e almas num curto espaço de tempo, mandou seu grupo de bestas atacar tribos de povos livres, a fim de colocar a culpa em Darmadia, dizendo que de lá saiam criaturas malignas. Seu desejo era destruir Darmadia e poder tomar conhecimento de seus segredos causando uma Guerra de todos contra aquele Reino. Mas, não obteve sucesso, foi entregue pela própria filha, e exilado, deixando Acanta envergonhada pelo ato desprezível do ex-soberano. Deixou dois filhos, não sabendo que o casal fora agraciado pelo toque de Juventude de um Deus sem nome, ainda. Arthenos aprisionado sofria e clama por vingança, pois assim como seus filhos foram tocados por um Deus bom, ele fora condenado através de magia a sofrer torturas em sua reclusão.
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